Emoção, surpresas e um tombo marcou a 85ª cerimônia do Oscar em Los Angels no último domingo. Veja quais foram os principais vencedores e os destaques da noite.
Esse
ano, a apresentação da cerimônia ficou com o produtor e roteirista Seth MacFarlane, criador dos desenhos Family Guy, American Dad e do filme Ted. Ele foi bastante criticado pelos críticos americanos, o elegendo como um dos piores apresentadores da história do Oscar. Uma das piadas mais criticadas da noite foi sobre o filme Lincoln: "O ator que melhor conseguiu entrar na cabeça de Lincoln foi John Wilkes Booth", disse sobre o ator americano que assassinou Lincoln em 1865, arrancando algumas vaias da platéia.
A primeira categoria da noite foi a de ator coadjuvante. Essa categoria estava bastante disputada, pois todos os indicados fizeram ótimos trabalhos. Mas quem levou mais uma vez a estatueta pra casa foi o ator austríaco Christoph Waltz por seu papel de um caçador de recompensas em Django Livre. Ele desbancou atores de grande nome como Robert DeNiro e Tommy Lee Jones.
Ainda sobre 007, a cantora Adele também subiu ao palco e cantou a música tema do último filme de Bond, 007 Operação Skyfall. A mesma música recebeu (merecidamente, diga-se de passagem) o Oscar de melhor canção original. Mesmo sendo a favorita, a cantora subiu ao palco e se emocionou ao receber o prêmio. “Muito obrigada, isso é incrível! Quero agradecer a todos por terem acreditado em mim e ao meu marido, eu te amo!”
Logo após, entrou a cantora Jennifer Hudson e apresentou a faixa “I Am Telling You I’m Not Going“ do filme Dreamgirls. Meu Deus como ela canta. Voz belíssima. O público a aplaudiu de pé. Ainda não vi esse filme, mas depois dessa apresentação, irei assistir com certeza.
Um dos momentos mais emocionantes da noite ficou com a apresentação do elenco do musical indicado ao Oscar Os Miseráveis. Cantando trechos de músicas do filme, entre elas "Suddenly" e "I Dreamed a Dream", os atores conseguiram emocionar a todos com essa apresentação.
Outra dúvida que ninguém tinha era o Oscar de Melhor Ator ser de Daniel Day-Lewis. Na pele do ex-presidente americano Lincoln, ele conseguiu estabelecer o recorde de ser o primeiro ator da história a ganhar 3 prêmios na mesma categoria. Apesar de ser extremamente merecedor do prêmio, meu preferido a ganhar era Hugh Jackman em seu papel de Jean Valjean.
Quando a atriz foi ao palco receber seu prêmio, ao subir as escadas, protagonizou um tombo por pisar no vestido. Mas a mesma manteve a elegância, levantou-se e foi receber seu prêmio e, com bom humor, declarou: "Vocês estão de pé porque se sentem mal por eu ter caído. É muito constrangedor!".
A surpresa da noite foi no prêmio de Melhor Diretor. O vencedor (merecidamente) foi Ang Lee, diretor de As Aventuras de Pi (que levou mais 3 estatuetas pra casa), tirando o favoritismo de Steven Spielberg com o filme Lincoln (que acabou levando somente 2 estatuetas das 12 que estava indicado).
Antes de falar do prêmio de Melhor Filme, não poderia deixar de citar a vitória de um dos meus cineastas favoritos: Quentin Tarantino. O diretor e roteirista levou o prêmio de Melhor Roteiro Original por Django Livre. Acho que, depois da injustiça de Tarantino não ter levado o prêmio por Bastardos Inglórios, a Academia se redimiu do "erro" e o premiou esse ano. Mas não que não tenha merecido. Django Livre é tão bom quanto Bastardos.
E o Oscar de Melhor Filme vai para... ARGO. Foi o 2º filme que assisti dos indicados (o primeiro tinha sido As Aventuras de Pi) e sai da sala dizendo: "Esse filme vai ganhar o Oscar de melhor filme." Mesmo assistindo os outros, continuei acreditando na vitória. E esse fato se concretizou nesse domingo. Apesar da injustiça da Academia não ter indicado Ben Affleck como Melhor Diretor, os membros reconheceram o belo filme que fizeram e o premiaram na categoria mais importante da noite. Mais do que merecido!!!
Esse ano gostei bastante da premiação. Não é fácil fazer os espectadores ficarem cerca de 4 horas na frente da TV e tenho certeza que esse ano conseguiram isso. Foi uma festa divertida e gostosa de se assistir. E que venha o Oscar 2014, com mais filmes que façam nos emocionar e cada vez mais admirar o cinema.






